domingo, 23 de agosto de 2009

"Se eu fosse uma árvore"



"Se eu fosse uma árvore"



Se eu fosse uma árvore, seria uma Sequóia, pois duraria muitos anos para contrabalançar com a efemeridade da vida e também devido à sua altura, não que a altura seja sinónimo de respeito e poder, mas para ver o que existe de errado na Terra em que habitamos, pois a maldade está por todos os sítios do mundo.

Todo o meu tronco serviria de escudo protector para os mais fracos e indefesos, não me refiro a pássaros com asas, mas a pássaros a quem as asas foram cortadas e estão expostos a todos os perigos vindos dos pássaros grandes, os homens poderosos.

Os meus ramos cobertos de folhas macias serviriam de repouso para os que necessitam de paz e de se refugiar em si mesmos.

Os meus frutos que compõem as extremidades dos meus ramos, serviriam para alimentar bocas de ninguém, bocas sedentas de um pequeno pedaço de fruta. Estes “ninguéns” são pessoas mais dignas do que muitos que colhem os meus frutos e os aproveitam como meio de explorar, de ganhar e subir não vida.

Finalmente, a zona do meu corpo que ninguém vê, mas todos sabem que é onde se encontra a verdadeira essência, as raízes.

Por pequenas que sejam captam a água viva que me constitui a seiva. Parte que ninguém vê, pois muita gente anda cega de dinheiro, de poder e não tem tempo para parar e reparar que no seu interior também há uma seiva, chamada Dignidade.

Por: Caty Rodrigues

3 comentários:

  1. a história está muito bonita.

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  2. gostei imenso...Alan Hin (Macau)

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  3. Os meus parabéns à autora.
    Célia Cruz

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